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Somos uma comissão de meio ambiente da Escola Rio Caeté, formada por alunos, professores e técnicos pedagógicos, que tem como objetivo trabalhar dentro das questões ambientais, visando melhorar a qualidade de vida dentro de nossa escola, cidade, Estado, País e do Planeta Terra.

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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

"TUDO ESTÁ RELACIONADO ENTRE SI"


Obs: Imagem  do Cacique Seatle e foi extraída do site: clean.com.br



“TUDO ESTÁ RELACIONADO ENTRE SI”




Carta do cacique Seatle, da Tribo Duwamish, do Estado de Washington, escreveu ao presidente Franklin Peerce, dos Estados Unidos, em 1855, depois de o governo norte-americano ter dado a entender que desejava adquiri o território da tribo. Quase 150 anos atrás, quando nem mesmo havia inventado o termo ecologia, um índio já ensinava os mais profundos conceitos ecológicos, válidos até hoje. Foi a leitura deste texto, na década de 80, que me fez decidir pela defesa do meio ambiente.
( Vilmar Sidnei Demamam Berna )


 
 “CARTA DO CACIQUE SEATLE, EM 1855”   




"O grande chefe de Washington mandou dizer que quer comprar a nossa terra. O grande chefe assegurou-nos também da sua amizade e benevolência. Isto é gentil de sua parte, pois sabemos que ele não necessita da nossa amizade. Nós vamos pensar na sua oferta, pois sabemos que se não o fizermos, o homem branco virá com armas e tomará a nossa terra.



O grande chefe de Washington pode acreditar no que o chefe Seatle diz com a mesma certeza com que nossos irmãos brancos podem confiar na mudança das estações do ano. Minha palavra é como as estrelas, elas não empalidecem. Como pode-se comprar ou vender o céu, o calor da terra? Tal ideia é estranha. Nós não somos donos da pureza do ar ou do brilho da água. Como pode então comprá-los de nós? Decidimos apenas sobre as coisas do nosso tempo.



Toda esta terra é sagrada para o meu povo. Cada folha reluzente, todas as praias de areia, cada véu de neblina nas florestas escuras, cada clareira e todos os insetos a zumbir são sagrados nas tradições e na crença do meu povo. Sabemos que o homem branco não compreende o nosso modo de viver. Para ele um torrão de terra é igual ao outro. Porque ele é um estranho, que vem de noite e rouba da terra tudo quanto necessita.



A terra não é sua irmã, nem sua amiga, e depois de exauri-la ele vai embora. Deixa para trás o túmulo de seu pai sem remorsos. Rouba a terra de seus filhos, nada respeita. Esquece os antepassados e os direitos dos filhos. Sua ganância empobrece a terra e deixa atrás de si os desertos. Suas cidades são um tormento para os olhos do homem vermelho, mas talvez seja assim por ser o homem vermelho um selvagem que nada compreende.



Não se pode encontrar paz nas cidades do homem branco. Nem lugar onde se possa ouvir o desabrochar da folhagem na primavera ou o zunir das asas dos insetos. Talvez por ser um selvagem que nada entende, o barulho das cidades é terrível para os meus ouvidos. E que espécie de vida é aquela em que o homem não pode ouvir a voz do corvo noturno ou a conversa dos sapos no brejo à noite? Um índio prefere o suave sussurro do vento sobre o espelho d'água e o próprio cheiro do vento, purificado pela chuva do meio-dia e com aroma de pinho.



O ar é precioso para o homem vermelho, porque todos os seres vivos respiram o mesmo ar, animais, árvores, homens. Não parece que o homem branco se importe com o ar que respira. Como um moribundo, ele é insensível ao mau cheiro. Se eu me decidir a aceitar, imporei uma condição: o homem branco deve tratar os animais como se fossem seus irmãos. Sou um selvagem e não compreendo que possa ser de outra forma. Vi milhares de bisões apodrecendo nas pradarias abandonados pelo homem branco que os abatia a tiros disparados do trem.



Sou um selvagem e não compreendo como um fumegante cavalo de ferro possa ser mais valioso que um bisão, que nós, peles vermelhas matamos apenas para sustentar a nossa própria vida. O que é o homem sem os animais? Se todos os animais acabassem os homens morreriam de solidão espiritual, porque tudo quanto acontece aos animais pode também afetar os homens. TUDO ESTÁ RELACIONADO ENTRE SI. TUDO QUANTO FERE A TERRA, FERE TAMBÉM OS FILHOS DA TERRA.



Os nossos filhos viram os pais humilhados na derrota. Os nossos guerreiros sucumbem sob o peso da vergonha. E depois da derrota passam o tempo em ócio e envenenam seu corpo com alimentos adocicados e bebidas ardentes. Não tem grande importância onde passaremos os nossos últimos dias. Eles não são muitos. Mais algumas horas ou até mesmo alguns invernos e nenhum dos filhos das grandes tribos que viveram nestas terras ou que tem vagueado em pequenos bandos pelos bosques, sobrará para chorar, sobre os túmulos. Um povo que um dia foi tão poderoso e cheio de confiança como o nosso.

 

De uma coisa sabemos, que o homem branco talvez venha a um dia descobrir: o nosso Deus é o mesmo Deus. Julga, talvez, que pode ser dono Dele da mesma maneira como deseja possuir a nossa terra. Mas não pode. Ele é Deus de todos. E quer bem da mesma maneira ao homem vermelho como ao branco. A terra é amada por Ele. CAUSAR DANO À TERRA É DEMONSTRAR DESPREZO PELO CRIADOR.



O homem branco também vai desaparecer, talvez mais depressa do que as outras raças. Continua sujando a sua própria cama e há de morrer, uma noite, sufocado nos seus próprios dejetos. Depois de abatido o último bisão e domados todos os cavalos selvagens, quando as matas misteriosas federem à gente, quando as colinas escarpadas se encherem de fios que falam, onde ficarão então os sertões? Terão acabado. E as águias? Terão ido embora. Restará dar adeus à andorinha da torre e à caça; o fim da vida e o começo pela luta pela sobrevivência.




Talvez compreendêssemos com que sonha o homem branco se soubéssemos quais as esperanças transmite a seus filhos nas longas noites de inverno, quais visões do futuro oferecem para que possam ser formados os desejos do dia de amanhã. Mas nós somos selvagens. Os sonhos do homem branco são ocultos para nós. E por serem ocultos temos que escolher o nosso próprio caminho. Se consentirmos na venda é para garantir as reservas que nos prometeste. Lá talvez possamos viver os nossos últimos dias como desejamos.



Depois que o último homem vermelho tiver partido e a sua lembrança não passar da sombra de uma nuvem a pairar acima das pradarias, a alma do meu povo continuará a viver nestas florestas e praias, porque nós as amamos como um recém-nascido ama o bater do coração de sua mãe. Se te vendermos a nossa terra, ama-a como nós a amávamos. Protege-a como nós a protegíamos. Nunca esqueça como era a terra quando dela tomou posse. E com toda a sua força, o seu poder, e todo o seu coração, conserva-a para os seus filhos, e ama-a como Deus nos ama a todos. Uma coisa sabemos: o nosso Deus é o mesmo Deus. Esta terra é querida por Ele. Nem mesmo o homem branco pode evitar o nosso destino comum.”

  


Obs: Esta carta foi retirada da Obra: “Como fazer Educação Ambiental” ,do autor: Vilmar Sidnei Demamam Berna, São Paulo, Editora: Paulus, Ano: 2001, páginas: 79,80, 81 e 82. O site de venda deste livro é: http://www.paulinas.org.br



terça-feira, 16 de agosto de 2011

"AS BALEIAS / ROBERTO CARLOS"


Obs: Imagem de matança das baleias na Dinamarca, e foi retirada do site: ciclovivo.com.br


AS BALEIAS / ROBERTO CARLOS

"A preocupação com os crimes ambientais, fique sabendo, não é de hoje"

MÚSICA GRAVADA NO ANO DE 1981

Não é possível que você suporte a barra
De olhar nos olhos do que morre em suas mãos
E ver no mar se debater o sofrimento
E até sentir-se um vencedor neste momento


Não é possível que no fundo do seu peito
Seu coração não tenha lágrimas guardadas
Pra derramar sobre o vermelho derramado
No azul das águas que você deixou manchadas


Seus netos vão te perguntar em poucos anos
Pelas baleias que cruzavam oceanos
Que eles viram em velhos livros
Ou nos filmes dos arquivos
Dos programas vespertinos de televisão


O gosto amargo do silêncio em sua boca
Vai te levar de volta ao mar e à fúria louca
De uma cauda exposta aos ventos
Em seus últimos momentos
Relembrada num troféu em forma de arpão


Como é possível que você tenha coragem
De não deixar nascer a vida que se faz
Em outra vida que sem ter lugar seguro
Te pede a chance de existência no futuro


Vai te fazer um verdadeiro vencedor
Ainda é tempo de ouvir a voz dos ventos
Numa canção que fala muito mais de amor


Seus netos vão te perguntar em poucos anos
Pelas baleias que cruzavam oceanos
Que eles viram em velhos livros
Ou nos filmes dos arquivos
Dos programas vespertinos de televisão


O gosto amargo do silêncio em sua boca
Vai te levar de volta ao mar e à furia louca
De uma cauda exposta aos ventos
Em seus últimos momentos
Relembrada num troféu em forma de arpão


Obs: Letra da música: " Baleias", do cantor e compositor Roberto Carlos, foi retirado do blog:
http: //www.pesca-artesanal-amazonica.blogspot.com/


sexta-feira, 15 de julho de 2011

"SEMINÁRIO BRAGANÇA & MEIO AMBIENTE"

Participação da COM-VIDAS (Comissão de Meio Ambiente e Qualidade de Vida) da Escola Rio Caeté, no Seminário Bragança & Meio Ambiente, realizado na WT Eventos, no dia 03.06.2011.

"SEMINÁRIO BRAGANÇA & MEIO AMBIENTE"

Participação da COM-VIDAS (Comissão de Meio Ambiente e Qualidade de Vida) da Escola Rio Caeté, no Seminário Bragança & Meio Ambiente, realizado na WT Eventos, no dia 03.06.2011.

"SEMINÁRIO BRAGANÇA & MEIO AMBIENTE"

Participação da COM-VIDAS (Comissão de Meio Ambiente e Qualidade de Vida) da Escola Rio Caeté, no Seminário Bragança & Meio Ambiente, realizado na WT Eventos, no dia 03.06.2011.

"SEMINÁRIO BRAGANÇA & MEIO AMBIENTE"

Participação da COM-VIDAS (Comissão de Meio Ambiente e Qualidade de Vida) da Escola Rio Caeté, no Seminário Bragança & Meio Ambiente, realizado na WT Eventos, no dia 03.06.2011.

"SEMINÁRIO BRAGANÇA & MEIO AMBIENTE"

Participação da COM-VIDAS (Comissão de Meio Ambiente e Qualidade de Vida) da Escola Rio Caeté no Seminário Bragança & Meio Ambiente, realizado na WT Eventos, no dia 03.06.2011.