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Somos uma comissão de meio ambiente da Escola Rio Caeté, formada por alunos, professores e técnicos pedagógicos, que tem como objetivo trabalhar dentro das questões ambientais, visando melhorar a qualidade de vida dentro de nossa escola, cidade, Estado, País e do Planeta Terra.

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segunda-feira, 9 de abril de 2012

"CARTA DE RESPONSABILIDADE: VAMOS CUIDAR DO PARÁ"


Obs: Na foto os representantes da Escola Rio Caeté no I Encontro Estadual da COM-VIDAS: "A Juventude protagonizando a Sustentabilidade na Escola", em Belém-Pa, nos dias 13, 14 e 15 de novembro de 2010.


"CARTA DE RESPONSABILIDADE : VAMOS CUIDAR DO PARÁ"


Belém, 03 de dezembro de 2008.


Saudações caboclas!


Nós, estutantes, crianças e jovens do estado do Pará, participantes e construtores da nossa I Conferência Estadual Infanto-Juvenil pelo Meio Ambiente, realizada nos dias 01, 02 e 03 de dezembro de 2008, viemos através desta Carta de Responsabilidades, que assumimos, apresentar todas as propostas e deliberações, a seguir:

1) Compromisso de todos pela sensibilização, conscientização e cooperação para todas as escolas do Pará tenham COM-VIDAS (Comissão de Meio Ambiente e Qualidade de Vida) funcionando e atuantes pela preservação socioambiental das comunidades;

2) Reaproveitamento e reutilização da água da chuva com incentivo e investimento do Governo e apoio da comunidade;

3) Fiscalização dos orgãos competentes em relação ao uso e acesso de água boa e de qualidade para todos os cidadãos paraenses. Ex. caixas d'água, poços artesianos em comunidades carentes e instalação de estações de tratamento de esgoto em todas as cidades e regiões;

4) Plantar árvores nas encostas dos rios, margens de lagos e igarapés, estimulando projetos e campanhas de arborização nas cidades e nas escolas, através de parcerias entre as secretarias de meio ambiente, urbanismo e educação;

5) Promover palestras de educação ambiental em todas as escolas e comunidades;

6) Disponibilizar barcos que façam coletas do lixo nos rios, igarapés, lagos e mar, assim como equipes para limparem as praias;

7) Fazer palestras de conscientização ambiental nos navios e barcos que fazem viagens pelos rios, como também palestras nas comunidades sobre o perigo de beber água contaminada, promovendo campanhas de orientação para toda população ribeirinha e urbana;

8) Fazer coleta seletiva e reciclagem de lixo em todas as escolas. Com ajuda dos jovens e das COM-VIDAS repensar o caminho do lixo doméstico sobre e sob o solo, reduzindo a quantidade do lixo produzido por dia, propagando uma consciência sócioambiental;

9) Que o Governo não autorize e nem desenvolva projetos industriais, madereiros e extrativistas que possam interferir ou fazer impactos no meio ambiente e afetar os recursos naturais, assim como garantir maior fiscalização no território da Amazônia paraense;

10) Garantir a criação de um fundo específico para as escolas criarem projetos de sensibilização e atuação dos alunos e comunidade, como por exemplo: as patrulhas ambientais e as COM-VIDAS;

11) Promover projetos e campanhas de arborização nas cidades e nas escolas;

12) O governo crie uma lei e fiscalize que todas as embarcações adequem seus banheiros para a coleta dos dejetos sanitários, evitando a poluição e contaminação das água, tendo em vista que o transporte fluvial é predominante em nosso estado;

13) Proibir e orientar para que as casas de farinha tenham suas atividades longe dos rios, lagos, igarapés e poços, porque o líquido que sai do processo de extração do tucupi é muito ácido e contamina os cursos d'água;

14) Nos responsabilizamos em ajudar a manter o ar saudável, sensibilizando a juventude em relação as queimadas desperdício de energia e lançamentos de gases nocivos ao ar;

15) Preservar plantas medicinais e aromáticas;

16) Assumir compromisso de difundir a ideia da consciência ambiental, garantindo a construção de uma sociedade sustentável para ajudar a mudar e cuidar do Pará e do Brasil começando pelas escolas;

17) Nós jovens do Estado do Pará assumimos o compromisso em respeitar as leis que já existem voltadas para o meio ambiente, pois se respeitássemos não estaria com toda essa crise ambiental. A política de proteção ambiental não é  para dar futuro, e sim para contruirmos um futuro e mantermos o presente.

Vamos Cuidar do Pará!

Delegados da I Conferência Estadual Infanto-Juvenil pelo Meio Ambiente


Obs: Carta retirada da Caderno do Participante do I Encontro Estadual da COM-VIDAS: "A Juventude Protagonizando a Sustentabilidade na Escola", realizado em Belém - Pa, nos dias 13, 14 e 15. Esta carta foi encaminhada para a Exma. Governadora em exercício neste período no Estado do Pará: Ana Júlia de Vasconcelos Carepa, em 03 de dezembro de 2008.

segunda-feira, 19 de março de 2012

" DIA 22 DE MARÇO: DIA MUNDIAL DA ÁGUA"


Obs: Imagem extraída do site: http://infoirio.blogspot.com/



"DIA 22 DE MARÇO DIA MUNDIAL DA ÁGUA"


HISTORIA DO DIA MUNDIAL DA ÁGUA



O Dia Mundial da Água foi criado pela ONU (Organização das Nações Unidas) no dia 22 de março de 1992. O dia 22 de março, de cada ano, é destinado a discussão sobre os diversos temas relacionadas a este importante bem natural.


Mas porque a ONU se preocupou com a água se sabemos que dois terços do planeta Terra é formado por este precioso líquido? A razão é que pouca quantidade, cerca de 0,008 %, do total da água do nosso planeta é potável (própria para o consumo). E como sabemos, grande parte das fontes desta água (rios, lagos e represas) esta sendo contaminada, poluída e degradada pela ação predatória do homem. Esta situação é preocupante, pois poderá faltar, num futuro próximo, água para o consumo de grande parte da população mundial. Pensando nisso, foi instituído o Dia Mundial da Água, cujo objetivo principal é criar um momento de reflexão, análise, conscientização e elaboração de medidas práticas para resolver tal problema.



No dia 22 de março de 1992, a ONU também divulgou um importante documento: a “Declaração Universal dos Direitos da Água” (leia abaixo). Este texto apresenta uma série de medidas, sugestões e informações que servem para despertar a consciência ecológica da população e dos governantes para a questão da água.



Mas como devemos comemorar esta importante data? Não só neste dia, mas também nos outros 364 dias do ano, precisamos tomar atitudes em nosso dia-a-dia que colaborem para a preservação e economia deste bem natural. Sugestões não faltam: não jogar lixo nos rios e lagos; economizar água nas atividades cotidianas (banho, escovação de dentes, lavagem de louças etc); reutilizar a água em diversas situações; respeitar as regiões de mananciais e divulgar idéias ecológicas para amigos, parentes e outras pessoas.




DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DA ÁGUA



Art. 1º - A água faz parte do patrimônio do planeta.Cada continente, cada povo, cada nação, cada região, cada cidade, cada cidadão é plenamente responsável aos olhos de todos. 



Art. 2º - A água é a seiva do nosso planeta.Ela é a condição essencial de vida de todo ser vegetal, animal ou humano. Sem ela não poderíamos conceber como são a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura. O direito à água é um dos direitos fundamentais do ser humano: o direito à vida, tal qual é estipulado do Art. 3 º da Declaração dos Direitos do Homem. 

Art. 3º - Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo, a água deve ser manipulada com racionalidade, precaução e parcimônia. 

Art. 4º - O equilíbrio e o futuro do nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende, em particular, da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam. 

Art. 5º - A água não é somente uma herança dos nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores. Sua proteção constitui uma necessidade vital, assim como uma obrigação moral do homem para com as gerações presentes e futuras. 

Art. 6º - A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo. 

Art. 7º - A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, sua utilização deve ser feita com consciência e discernimento para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração da qualidade das reservas atualmente disponíveis. 

Art. 8º - A utilização da água implica no respeito à lei. Sua proteção constitui uma obrigação jurídica para todo homem ou grupo social que a utiliza. Esta questão não deve ser ignorada nem pelo homem nem pelo Estado. 

Art. 9º - A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social. 

Art. 10º - O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra. 

Obs: Informações retiradas do site:
www.suapesquisa.com 

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

"OS EFEITOS DO AQUECIMENTO GLOBAL NO BRASIL"


Obs: Imagem extraída do site:
http://www.brasilescola.com/geografia/os-efeitos-aquecimento-global-no-brasil.htm



“OS EFEITOS DO AQUECIMENTO GLOBAL NO BRASIL”



Toda a sociedade mundial está alarmada para as conseqüências catastróficas que o aquecimento global pode provocar no mundo inteiro. A novidade agora é que entre os países mais prejudicados com o fenômeno está o Brasil. Mas o que, especificamente, pode acontecer a nós, brasileiros, por causa do aquecimento global no médio e longo prazo?
 

Para Heitor Matallo, membro da Convenção das Nações Unidas para o Combate da Desertificação (UNCCD), um ciclo puxa outro. Se no Brasil, o meio ambiente já é degradado por meio de desmatamentos e erosões, os reservatórios de água irão diminuir, aumentando as áreas desertas. Com o avanço da temperatura global, será quase impossível viver nessas áreas em curto prazo, porém não impossível, uma vez que o corpo humano se adapta conforme as necessidades. Com isso, o ecossistema desta região ficará totalmente desequilibrado, permitindo a extinção de várias espécies de animais.
 

Com o degelo das calotas polares, o nível do mar irá subir. Em longo prazo, o degelo das calotas fará os oceanos subirem até 4,9 metros, cobrindo vastas áreas litorâneas no Brasil, além de provocar a escassez de comida, disseminação de doenças e mortes.
 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) atribui à modificação do clima 2,4% dos casos de diarréia e 2% dos casos de malária em todo o mundo. No nosso caso, a dengue poderá provocar uma epidemia nas regiões alagadas ou até mesmo em regiões planálticas, resultado da falta de definição das estações. Além disso, as ondas de calor, que com o fenômeno irão aumentar em proporção e intensidade, serão responsáveis por 150 mil mortes a cada ano em todo o mundo; no Brasil isso também será uma realidade.
 

A incidência de furacões, que é praticamente inexistente no Brasil, poderá ser grande. Isso já está acontecendo aos poucos, principalmente na região Sul. O furacão Catarina, por exemplo, tinha ventos que variavam entre 118 km/h a 152 km/h.
 

O primeiro passo para a solução deste problema talvez seja a conscientização. Desta forma, a idéia de que não somos a última geração do planeta e não temos o direito de arruinar a vida de nossos descendentes deve proliferar em todos os níveis da sociedade.


Por Tiago Dantas
 

Equipe Brasil Escola.com


Obs: Informações retiradas do site:
http://www.brasilescola.com/geografia/os-efeitos-aquecimento-global-no-brasil.htm

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

"AQUECIMENTO GLOBAL"


Obs: Imagem extraída do site: http://www.brasilescola.com/



“AQUECIMENTO GLOBAL”



O aquecimento global, fenômeno caracterizado pelas alterações climáticas e o aumento da temperatura média do planeta, por fatores naturais ou antrópicos, já tem desencadeado vários desastres ambientais. As consequências do aquecimento global são diversificadas e complexas, podendo gerar danos irreversíveis à humanidade.


Uma das consequências mais notáveis é o degelo. As regiões mais afetadas são o Ártico, a Antártida, a Groelândia e várias cordilheiras. Pesquisas apontam que a camada de gelo do Ártico tornou-se 40% mais fina e sua área sofreu redução de cerca de 15%. A Antártida perdeu mais de 3 mil quilômetros quadrados de extensão. A Groelândia também tem sofrido com o aquecimento global, fato preocupante, visto que seu derretimento pode provocar um aumento no nível dos oceanos de até 7 metros.


O derretimento dessas geleiras gera transtornos ambientais e sociais. Esse fenômeno altera a temperatura dos oceanos, causando um desequilíbrio ambiental e atingindo principalmente as espécies marinhas. A elevação do nível dos oceanos obriga que a população residente em áreas costeiras migre para outras localidades – estima-se que pelo menos 200 milhões de pessoas sejam afetados pelo aumento do nível dos oceanos.


Outras consequências do aquecimento global são a desertificação, alteração do regime das chuvas, intensificação das secas em determinados locais, escassez de água, abundância de chuvas em algumas localidades, tempestades, furacões, inundações, alterações de ecossistemas, redução da biodiversidade, perda de áreas férteis para a agricultura, além da disseminação de doenças como a malária, esquistossomose e febre amarela.


Portanto, o aquecimento global tem consequências extremamente negativas para a vida de todas as espécies do planeta. Sendo assim, são necessárias medidas para amenizar o processo de alteração climática, como, por exemplo, a redução da emissão de gases responsáveis pela intensificação do efeito estufa, garantindo, assim, uma relação harmoniosa entre homem e natureza.
 

Por Wagner de Cerqueira e Francisco
Graduado em Geografia
Equipe Brasil Escola


Obs: Informações retiradas do site:
http://www.brasilescola.com/geografia/consequencias-do-aquecimento-global.htm

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

"PEDALADA ECOLÓGICA DA ESCOLA RIO CAETÉ - 10.12.2011"



obs: Imagem extraída do site: http://guardioesdanatureza.blogspot.com/


"PEDALADA ECOLÓGICA DA ESCOLA RIO CAETÉ – 10.12.2011”



No dia 10.12.2012 às 7:30 hs da manhã os alunos, funcionários, pais, comunidade local e amigos da Escola participaram da concentração em frente a Escola Rio Caeté para a Pedalada Ecológica. Este momento contou com o apoio de grandes parceiros da Escola, como a Polícia Federal, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, DEMUTRAN, que deram o suporte e segurança aos participantes da Pedalada Ecológica durante o percurso até o Balneário Água Fria.



Durante o percurso no carro som além das canções voltadas para as questões ambientais o Professor: Ceará foi  dando  algumas dicas e informações sobre a nossa responsabilidade com a qualidade de vida de nosso planeta e o cuidado com o lixo. Na chegada dos participantes da Pedalada Ecológica no Balneário Água Fria, houve sorteio de vários brindes entre os quais uma bicicleta ofertada pela Secretária Municipal de Educação: Eulina Rabelo. Houve também torneio de futebol e muito banho de rio.


Obs:Mais informações, detalhes e imagens deste evento visite:

http://guardioesdanaturezariocaete.blogspot.com/

http://tribunadocaete.blogspot.com/


Obs: Informações retiradas do blog: 
http://radioriocaete.blogspot.com

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

"O TEXTO DA CARTA DA TERRA"


Obs: Imagem extraída do site: http://vidanoplanetasaltogrande.blogspot.com/



"O TEXTO DA CARTA DA TERRA"



PREÂMBULO:


Estamos diante de um momento crítico na história da Terra, numa época em que a humanidade deve escolher o seu futuro. À medida que o mundo torna-se cada vez mais interdependente e frágil, o futuro reserva, ao mesmo tempo, grande perigo e grande esperança.

Para seguir adiante, devemos reconhecer que, no meio de uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana e uma comunidade terrestre com um destino comum. Devemos nos juntar para gerar uma sociedade sustentável global fundada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça econômica e numa cultura da paz.

Para chegar a este propósito, é imperativo que nós, os povos da Terra, declaremos nossa responsabilidade uns para com os outros, com a grande comunidade de vida e com as futuras gerações.



TERRA, NOSSO LAR:


A humanidade é parte de um vasto universo em evolução. A Terra, nosso lar, é viva como uma comunidade de vida incomparável. As forças da natureza fazem da existência uma aventura exigente e incerta, mas a Terra providenciou as condições essenciais para a evolução da vida. 

A capacidade de recuperação da comunidade de vida e o bem-estar da humanidade dependem da preservação de uma biosfera saudável com todos seus sistemas ecológicos, uma rica variedade de plantas e animais, solos férteis, águas puras e ar limpo. 

O meio ambiente global com seus recursos finitos é uma preocupação comum de todos os povos. A proteção da vitalidade, diversidade e beleza da Terra é um dever sagrado.



A SITUAÇÃO GLOBAL:


Os padrões dominantes de produção e consumo estão causando devastação ambiental, esgotamento dos recursos e uma massiva extinção de espécies. Comunidades estão sendo arruinadas. Os benefícios do desenvolvimento não estão sendo divididos eqüitativamente e a diferença entre ricos e pobres está aumentando.

A injustiça, a pobreza, a ignorância e os conflitos violentos têm aumentado e são causas de grande sofrimento. O crescimento sem precedentes da população humana tem sobrecarregado os sistemas ecológico e social. As bases da segurança global estão ameaçadas. Essas tendências são perigosas, mas não inevitáveis.



DESAFIOS FUTUROS:


A escolha é nossa: formar uma aliança global para cuidar da Terra e uns dos outros ou arriscar a nossa destruição e a da diversidade da vida. São necessárias mudanças fundamentais em nossos valores, instituições e modos de vida. 

Devemos entender que, quando as necessidades básicas forem supridas, o desenvolvimento humano será primariamente voltado a ser mais e não a ter mais. Temos o conhecimento e a tecnologia necessários para abastecer a todos e reduzir nossos impactos no meio ambiente.

O surgimento de uma sociedade civil global está criando novas oportunidades para construir um mundo democrático e humano. Nossos desafios ambientais, econômicos, políticos, sociais e espirituais estão interligados e juntos podemos forjar soluções inclusivas.



RESPONSABILIDADE UNIVERSAL:


Para realizar estas aspirações, devemos decidir viver com um sentido de responsabilidade universal, identificando-nos com a comunidade terrestre como um todo, bem como com nossas comunidades locais. 

Somos, ao mesmo tempo, cidadãos de nações diferentes e de um mundo no qual as dimensões local e global estão ligadas. Cada um compartilha responsabilidade pelo presente e pelo futuro bem-estar da família humana e de todo o mundo dos seres vivos. 

O espírito de solidariedade humana e de parentesco com toda a vida é fortalecido quando vivemos com reverência o mistério da existência, com gratidão pelo dom da vida e com humildade em relação ao lugar que o ser humano ocupa na natureza.

Necessitamos com urgência de uma visão compartilhada de valores básicos para proporcionar um fundamento ético à comunidade mundial emergente. 

Portanto, juntos na esperança, afirmamos os seguintes princípios, interdependentes, visando a um modo de vida sustentável como padrão comum, através dos quais a conduta de todos os indivíduos, organizações, empresas, governos e instituições transnacionais será dirigida e avaliada.


PRINCÍPIOS:


I. RESPEITAR E CUIDAR DA COMUNIDADE DE VIDA:


1.Respeitar a Terra e a vida em toda sua diversidade.

a.Reconhecer que todos os seres são interdependentes e cada forma de vida tem valor, independentemente de sua utilidade para os seres humanos. 

b.Afirmar a fé na dignidade inerente de todos os seres humanos e no potencial intelectual, artístico, ético e espiritual da humanidade.

2.Cuidar da comunidade da vida com compreensão, compaixão e amor. 

a.Aceitar que, com o direito de possuir, administrar e     usar os recursos naturais, vem o dever de prevenir os danos ao meio ambiente e de proteger os direitos das pessoas.

b.Assumir que, com o aumento da liberdade, dos conhecimentos e do poder, vem maior responsabilidade de promover o bem comum.

3. Construir sociedades democráticas que sejam justas, participativas, sustentáveis e pacíficas. 

a.Assegurar que as comunidades em todos os níveis garantam os direitos humanos e as liberdades fundamentais e proporcionem a cada pessoa a oportunidade de realizar seu pleno potencial.

b.Promover a justiça econômica e social, propiciando a todos a obtenção de uma condição de vida significativa e segura, que seja ecologicamente responsável.

4.Assegurar a generosidade e a beleza da Terra para as atuais e às futuras gerações. 

a.Reconhecer que a liberdade de ação de cada geração é condicionada pelas necessidades das gerações futuras. 

b.Transmitir às futuras gerações valores, tradições e instituições que apóiem a prosperidade das comunidades humanas e ecológicas da Terra a longo prazo.


II.INTEGRIDADE ECOLÓGICA:


5.Proteger e restaurar a integridade dos sistemas ecológicos da Terra, com especial atenção à diversidade biológica e aos processos naturais que sustentam a vida.

a.Adotar, em todos os níveis, planos e regulamentações de desenvolvimento sustentável que façam com que a conservação e a reabilitação ambiental sejam parte integral de todas as iniciativas de desenvolvimento.

b.Estabelecer e proteger reservas naturais e da biosfera viáveis, incluindo terras selvagens e áreas marinhas, para proteger os sistemas de sustento à vida da Terra, manter a biodiversidade e preservar nossa herança natural.

c.Promover a recuperação de espécies e ecossistemas ameaçados. 

d.Controlar e erradicar organismos não-nativos ou modificados geneticamente quecausem dano às espécies nativas e ao meio ambiente e impedir a introdução desses organismos prejudiciais. 

e.Administrar o uso de recursos renováveis como água, solo, produtos florestais e vida marinha de forma que não excedam às taxas de regeneração e que protejam a saúde dos ecossistemas. 

f.Administrar a extração e o uso de recursos não-renováveis, como minerais e combustíveis fósseis de forma que minimizem o esgotamento e não causem dano ambiental grave.

6.Prevenir o dano ao ambiente como o melhor método de proteção ambiental e, quando o conhecimento for limitado, assumir uma postura de precaução. 

a.Agir para evitar a possibilidade de danos ambientais sérios ou irreversíveis, mesmo quando o conhecimento científico for incompleto ou não-conclusivo. 

b.Impor o ônus da prova naqueles que afirmarem que a atividade proposta não causará dano significativo e fazer com que as partes interessadas sejam responsabilizadas pelo dano ambiental. 

c.Assegurar que as tomadas de decisão considerem as conseqüências cumulativas, a longo prazo, indiretas, de longo alcance e globais das atividades humanas. 

d.Impedir a poluição de qualquer parte do meio ambiente e não permitir o aumento de substâncias radioativas, tóxicas ou outras substâncias perigosas. 

e.Evitar atividades militares que causem dano ao meio ambiente.

7.Adotar padrões de produção, consumo e reprodução que protejam as capacidades regenerativas da Terra, os direitos humanos e o bem-estar comunitário. 

a.Reduzir, reutilizar e reciclar materiais usados nos sistemas de produção e consumo e garantir que os resíduos possam ser assimilados pelos sistemas ecológicos. 

b.Atuar com moderação e eficiência no uso de energia e contar cada vez mais com fontes energéticas renováveis, como a energia solar e do vento. 

c.Promover o desenvolvimento, a adoção e a transferência eqüitativa de tecnologias ambientais seguras. 

d.Incluir totalmente os custos ambientais e sociais de bens e serviços no preço de venda e habilitar os consumidores a identificar produtos que satisfaçam às mais altas normas sociais e ambientais. 

e.Garantir acesso universal à assistência de saúde que fomente a saúde reprodutiva e a reprodução responsável. 

f.Adotar estilos de vida que acentuem a qualidade de vida e subsistência material num mundo finito.

8.Avançar o estudo da sustentabilidade ecológica e promover o intercâmbio aberto e aplicação ampla do conhecimento adquirido. 

a.Apoiar a cooperação científica e técnica internacional relacionada à sustentabilidade, com especial atenção às necessidades das nações em desenvolvimento. 

b.Reconhecer e preservar os conhecimentos tradicionais e a sabedoria espiritual em todas as culturas que contribuem para a proteção ambiental e o bem-estar humano. 

c.Garantir que informações de vital importância para a saúde humana e para a proteção ambiental, incluindo informação genética, permaneçam disponíveis ao domínio público.


III.JUSTIÇA SOCIAL E ECONÔMICA:


9.Erradicar a pobreza como um imperativo ético, social e ambiental.

a.Garantir o direito à água potável, ao ar puro, à segurança alimentar, aos solos não contaminados, ao abrigo e saneamento seguro, alocando os recursos nacionais e internacionais demandados. 

b.Prover cada ser humano de educação e recursos para assegurar uma condição de vida sustentável e proporcionar seguro social e segurança coletiva aos que não são capazes de se manter por conta própria. 

c.Reconhecer os ignorados, proteger os vulneráveis, servir àqueles que sofrem e habilitá-los a desenvolverem suas capacidades e alcançarem suas aspirações.

10.Garantir que as atividades e instituições econômicas em todos os níveis promovam o desenvolvimento humano de forma eqüitativa e sustentável. 

a.Promover a distribuição eqüitativa da riqueza dentro das e entre as nações. 

b.Incrementar os recursos intelectuais, financeiros, técnicos e sociais das nações em desenvolvimento e liberá-las de dívidas internacionais onerosas. 

c.Assegurar que todas as transações comerciais apóiem o uso de recursos sustentáveis, a proteção ambiental e normas trabalhistas progressistas. 

d.Exigir que corporações multinacionais e organizações financeiras internacionaisatuem com transparência em benefício do bem comum e responsabilizá-las pelas conseqüências de suas atividades.

11.Afirmar a igualdade e a eqüidade dos gêneros como pré-requisitos para o desenvolvimento sustentável e assegurar o acesso universal à educação, assistência de saúde e às oportunidades econômicas. 

a.Assegurar os direitos humanos das mulheres e das meninas e acabar com toda violência contra elas. 

b.Promover a participação ativa das mulheres em todos os aspectos da vida econômica, política, civil, social e cultural como parceiras plenas e paritárias, tomadoras de decisão, líderes e beneficiárias. 

c.Fortalecer as famílias e garantir a segurança e o carinho de todos os membros da família.

12.Defender, sem discriminação, os direitos de todas as pessoas a um ambiente natural e social capaz de assegurar a dignidade humana, a saúde corporal e o bem-estar espiritual, com especial atenção aos direitos dos povos indígenas e minorias. 

a.Eliminar a discriminação em todas as suas formas, como as baseadas em raça, cor, gênero, orientação sexual, religião, idioma e origem nacional, étnica ou social. 

b.Afirmar o direito dos povos indígenas à sua espiritualidade, conhecimentos, terras e recursos, assim como às suas práticas relacionadas com condições de vida sustentáveis. 

c.Honrar e apoiar os jovens das nossas comunidades, habilitando-os a cumprir seu papel essencial na criação de sociedades sustentáveis. 

d.Proteger e restaurar lugares notáveis pelo significado cultural e espiritual.


IV.DEMOCRACIA, NÃO-VIOLÊNCIA E PAZ


13.Fortalecer as instituições democráticas em todos os níveis e prover transparência e responsabilização no exercício do governo, participação inclusiva na tomada de decisões e acesso à justiça. 

a.Defender o direito de todas as pessoas receberem informação clara e oportuna sobre assuntos ambientais e todos os planos de desenvolvimento e atividades que possam afetá-las ou nos quais tenham interesse. 

b.Apoiar sociedades civis locais, regionais e globais e promover a participação significativa de todos os indivíduos e organizações interessados na tomada de decisões. 

c.Proteger os direitos à liberdade de opinião, de expressão, de reunião pacífica, de associação e de oposição. 

d.Instituir o acesso efetivo e eficiente a procedimentos judiciais administrativos e independentes, incluindo retificação e compensação por danos ambientais e pela ameaça de tais danos. 

e.Eliminar a corrupção em todas as instituições públicas e privadas. 

f.Fortalecer as comunidades locais, habilitando-as a cuidar dos seus próprios ambientes, e atribuir responsabilidades ambientais aos níveis governamentais onde possam ser cumpridas mais efetivamente.

14.Integrar, na educação formal e na aprendizagem ao longo da vida, os conhecimentos, valores e habilidades necessárias para um modo de vida sustentável. 

a.Prover a todos, especialmente a crianças e jovens, oportunidades educativas que lhes permitam contribuir ativamente para o desenvolvimento sustentável. 

b.Promover a contribuição das artes e humanidades, assim como das ciências, na educação para sustentabilidade. 

c.Intensificar o papel dos meios de comunicação de massa no aumento da conscientização sobre os desafios ecológicos e sociais. 

d.Reconhecer a importância da educação moral e espiritual para uma condição de vida sustentável.

15.Tratar todos os seres vivos com respeito e consideração. 

a.Impedir crueldades aos animais mantidos em sociedades humanas e protegê-los de sofrimento. 

b.Proteger animais selvagens de métodos de caça, armadilhas e pesca que causem sofrimento extremo, prolongado ou evitável. 

c.Evitar ou eliminar ao máximo possível a captura ou destruição de espécies não visadas.


16.Promover uma cultura de tolerância, não-violência e paz. 

a.Estimular e apoiar o entendimento mútuo, a solidariedade e a cooperação entre todas as pessoas, dentro das e entre as nações. 

b.Implementar estratégias amplas para prevenir conflitos violentos e usar a colaboração na resolução de problemas para administrar e resolver conflitos ambientais e outras disputas. 

c.Desmilitarizar os sistemas de segurança nacional até o nível de uma postura defensiva não-provocativa e converter os recursos militares para propósitos pacíficos, incluindo restauração ecológica. 

d.Eliminar armas nucleares, biológicas e tóxicas e outras armas de destruição em massa. 

e.Assegurar que o uso do espaço orbital e cósmico ajude a proteção ambiental e a paz. 

f.Reconhecer que a paz é a plenitude criada por relações corretas consigo mesmo, com outras pessoas, outras culturas, outras vidas, com a Terra e com a totalidade maior da qual somos parte.


O CAMINHO ADIANTE:


Como nunca antes na História, o destino comum nos conclama a buscar um novo começo. Tal renovação é a promessa destes princípios da Carta da Terra. Para cumprir esta promessa, temos que nos comprometer a adotar e promover os valores e objetivos da Carta.

Isto requer uma mudança na mente e no coração. Requer um novo sentido de interdependência global e de responsabilidade universal. Devemos desenvolver e aplicar com imaginação a visão de um modo de vida sustentável nos níveis local, nacional, regional e global. 

Nossa diversidade cultural é uma herança preciosa e diferentes culturas encontrarão suas próprias e distintas formas de realizar esta visão. Devemos aprofundar e expandir o diálogo global que gerou a Carta da Terra, porque temos muito que aprender a partir da busca conjunta em andamento por verdade e sabedoria.

A vida muitas vezes envolve tensões entre valores importantes. Isto pode significar escolhas difíceis. Entretanto, necessitamos encontrar caminhos para harmonizar a diversidade com a unidade, o exercício da liberdade com o bem comum, objetivos de curto prazo com metas de longo prazo. 

Todo indivíduo, família, organização e comunidade tem um papel vital a desempenhar. As artes, as ciências, as religiões, as instituições educativas, os meios de comunicação, as empresas, as organizações não-governamentais e os governos são todos chamados a oferecer uma liderança criativa. A parceria entre governo, sociedade civil e empresas é essencial para uma governabilidade efetiva.

Para construir uma comunidade global sustentável, as nações do mundo devem renovar seu compromisso com as Nações Unidas, cumprir com suas obrigações respeitando os acordos internacionais existentes e apoiar a implementação dos princípios da Carta da Terra com um instrumento internacionalmente legalizado e contratual sobre o ambiente e o desenvolvimento.

Que o nosso tempo seja lembrado pelo despertar de uma nova reverência face à vida, pelo compromisso firme de alcançar a sustentabilidade, a intensificação dos esforços pela justiça e pela paz e a alegre celebração da vida.



Obs: Texto extraído do site: http://www.cartadaterra.org/